quarta-feira, 12 de agosto de 2020
Protocolo de Kioto
Protocolo de
Kyoto
O
Protocolo de Kyoto representa um acordo internacional, elaborado em 1997, em
meio a discussões a respeito dos problemas ambientais associados às atividades
humanas.
O Protocolo de Kyoto é um acordo mundial resultante da Convenção-Quadro das
Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. Foi elaborado durante a Conferência das
Partes III, e seu principal objetivo é propor metas, especialmente aos países
desenvolvidos, a fim de conter as emissões de gases de efeito estufa.
Onde e quando foi assinado?
Onde e quando foi assinado?
O
Protocolo de Kyoto foi elaborado e assinado no ano de 1997, no
Japão, na cidade de Kyoto, que deu o seu nome. A elaboração desse
acordo aconteceu por meio da Conferência das Partes III (órgão supremo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a
Mudança do Clima).
O objetivo da Conferência das Partes era reunir os
países a fim de promover uma revisão dos compromissos estabelecidos na
convenção. A partir dela, foi criado o Protocolo de Kyoto, um dos principais
acordos mundiais relacionados à diminuição da emissão de gases à atmosfera. Participaram cerca de 141 representantes de
diversos países.
A ratificação do protocolo foi feita
por 55 países, em 15 de março de 1999. Esses países representam juntos cerca de
55% das emissões de gases de efeito estufa mundiais. O tratado entrou em vigor
no dia 16 de fevereiro de 2004, após a ratificação da Rússia.
Países que fazem parte do Protocolo de Kyoto
O Protocolo de Kyoto foi assinado por
mais de 175 países. Guatemala, Bolívia, Honduras, Uruguai, Barbados, Noruega,
Alemanha, França, Brasil, Itália, Portugal, entre outros, assinaram e
ratificaram o acordo.
O Cazaquistão assinou, porém não
ratificou. Há também países — como Afeganistão, Chade, Iraque, São Tomé e Príncipe,
Sérvia, Vaticano e Taiwan — que não assinaram e não ratificaram o protocolo.
Por que o Protocolo de Kyoto foi elaborado?
O
Protocolo de Kyoto foi elaborado com o objetivo de propor metas e obrigações
aos países, tendo em vista reduzir as emissões de gases de
efeito estufa à atmosfera e, consequentemente, diminuir os
impactos negativos dessas emissões provocados no meio ambiente. Os compromissos
estabelecidos pelo protocolo deveriam ser cumpridos no período de 2008 a 2012.
O segundo momento dos compromissos é referente ao período de 2013 a 2020, com
metas de redução dos gases de efeito estufa em até 18% abaixo do nível
registrado em 1990.
O
principal objetivo do Protocolo de Kyoto é reduzir as emissões de gases de
efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono.
Metas para os países
|
Países
industrializados ou desenvolvidos
|
Os
países industrializados deveriam reduzir, em 5,2%, suas emissões de gases de
efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono, baseados nos níveis de emissão
registrados em 1990. Para o Japão e a União Europeia, ficaram estabelecidas
reduções de 7% a 8%, respectivamente.
|
Países
em desenvolvimento
|
Os países em desenvolvimento, como
China, Brasil e Índia, não receberam metas e obrigações para reduzir suas
emissões. Sendo assim, os esforços são medidas "voluntárias" de cada
país.
O Protocolo propõe algumas ações,
especialmente aos países desenvolvidos, a fim de que os objetivos sejam
alcançados. São elas:
·
Reforma do setor energético e do
setor de transporte;
·
Uso de fontes renováveis de energia;
·
Redução das emissões de metano;
·
Combate ao desmatamento;
·
Proteção das florestas.
·
Promoção de formas sustentáveis de
agricultura;
·
Cooperação entre os países em relação
ao compartilhamento de informações sobre novas tecnologias.
Principais cultura do campo brasileiro
7º ano
Agricultura no Brasil atual
Atualmente, a agricultura no Brasil é marcada pelo processo de
mecanização e expansão das atividades em direção à região Norte.
A atividade do setor agrícola é uma das mais importantes da economia brasileira, pois, embora componha pouco mais de 5% do PIB brasileiro na atualidade, é responsável por quase R$100 bilhões em volume de exportações em conjunto com a pecuária, segundo dados da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa). A produção agrícola no Brasil, portanto, é uma das principais responsáveis pelos valores da balança comercial do país.
Ao
longo da história, o setor da agricultura no
Brasil passou por diversos ciclos e transformações, indo desde a economia
canavieira, pautada principalmente na produção de cana-de-açúcar durante o
período colonial, até as recentes transformações e expansão do café e da soja.
Atualmente, essas transformações ainda ocorrem, sobretudo garantindo um ritmo
de sequência às transformações técnicas ocorridas a partir do século XX, como a
mecanização da produção e a modernização das atividades.
A modernização da agricultura no Brasil
atual está diretamente associada ao processo de industrialização ocorrido no
país durante o mesmo período citado, fator que foi responsável por uma
reconfiguração no espaço geográfico e na divisão territorial do Brasil. Nesse
novo panorama, o avanço das indústrias, o crescimento do setor terciário e a
aceleração do processo de urbanização colocaram o campo economicamente
subordinado à cidade, tornando-o dependente das técnicas e produções
industriais (máquinas, equipamentos, defensivos agrícolas etc.).
Podemos dizer que a principal marca da
agricultura no Brasil atual – e também, por extensão, a pecuária – é a formação
dos complexos agrícolas, notadamente desenvolvidos nas regiões que englobam os
estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Rio
Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nesse contexto,
destacam-se a produção de soja, a carne para exportação e também a
cana-de-açúcar, em razão do aumento da necessidade nacional e internacional por
etanol.
Na região Sul do
país, a produção agrícola é caracterizada pela ocupação histórica de grupos
imigrantes europeus, pela expansão da soja voltada para a exportação nos
últimos decênios e pela intensiva modernização agrícola. Essa configuração é
preponderante no oeste do Paraná e de Santa Catarina, além do norte do Rio
Grande do sul. Além da soja, cultivam-se também, em larga escala, o milho, a
cana-de-açúcar e o algodão. Na pecuária, a maior parte da produção é a de carne
de porco e de aves.
Na região Sudeste,
assim como na região sul, a mecanização e produção com base em procedimentos
intensivos de alta tecnologia são predominantes. Embora seja essa a região em
que a agricultura se encontra mais completamente subordinada à indústria,
destacam-se os altos índices de produtividade e uso do solo. Por outro lado,
com a maior presença de maquinários, a geração de empregos é limitada e, quando
muito, gerada nas agroindústrias. As principais culturas cultivadas são o café,
a cana-de-açúcar e a fruticultura, com ênfase para os laranjais.
Na região Nordeste,
por sua vez, encontra-se uma relativa pluralidade. Na Zona da Mata, mais úmida,
predomina o cultivo das plantations,
presente desde tempos coloniais, com destaque novamente para a cana, voltada
atualmente para a produção de álcool e também de açúcar. Nas áreas semiáridas,
ressalta-se a presença da agricultura
familiar e também de algumas zonas com uma produção mais
mecanizada. O principal cultivo é o de frutas, como o melão, a uva, a manga e o
abacaxi. Além disso, a agricultura de subsistência também possui um importante
papel.
Já
a região Centro-Oeste é
a área em que mais se expande o cultivo pela produção mecanizada, que se
expande em direção à Amazônia e vem pressionando a expansão da fronteira
agrícola para o norte do país. A Revolução
Verde, no século passado, foi a principal responsável pela ocupação
dos solos do Cerrado nessa região, pois permitiu o cultivo de diversas culturas
em seus solos de elevada acidez. O principal produto é a soja, também voltada
para o mercado externo.
Por fim, a região
Norte é caracterizada por receber, atualmente, as
principais frentes de expansão, vindas do Nordeste e do Centro-Oeste. A região
do “matopiba” (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), por exemplo, é a área onde
a pressão pela expansão das atividades agrárias ocorre mais intensamente, o que
torna a região Norte como o futuro centro de crescimento do agronegócio brasileiro.
As atividades mais praticadas nessa região ainda são de caráter extensivo e de
baixa tecnologia, com ênfase na pecuária primitiva, na soja em expansão e em
outros produtos, que passam a competir com o extrativismo vegetal existente.
Precipitações atmosféricas
Precipitações atmosféricas
Entende-se
por precipitações atmosféricas como sendo o conjunto de águas
originadas do vapor de água atmosférico que cai em estado
líquido ou sólido, sobre a superfície da terra. O conceito engloba, portanto,
não somente a chuva, mas também a neve, o granizo, o nevoeiro, o sereno e a
geada.
Enquete?
Quais são os 3 tipos de chuvas?
Quais são os tipos de precipitações não superficiais?
Qual a principal forma de precipitação?
As precipitações constituem o mais importante
componente do ciclo hidrológico, formando o elo de ligação entre a água da
atmosfera e a água do solo, principalmente com respeito ao escoamento
superficial. Por precipitação entende-se como sendo todas as formas de umidade
transferida da atmosfera para superfície terrestre: Saraiva é a precipitação sob a forma de pequenas
pedras de gelo arredondadas com diâmetro em torno de 5 mm. Granizo é a precipitação
sob a forma de pedras de gelo, podendo ser de forma arredondada ou irregular,
porém com diâmetro superior a 5 mm. Neve é a precipitação sob a forma de cristais de gelo que
durante a queda coalescem formando blocos de dimensões e formas variadas. Orvalho é a condensação do
vapor d’água do ar sobre objetos expostos ao ambiente durante a noite, devido a
redução da temperatura do ar até o ponto de orvalho.
Geada é a formação de cristais de gelo a partir do vapor d’água, de
maneira semelhante ao orvalho, porém à temperatura inferior a 0 oC. Chuvisco, neblina e garoa são formas de
precipitação da água na fase líquida muito fina e de baixa intensidade. Chuva é a ocorrência da
precipitação na forma líquida com intensidades superiores à anterior. Do ponto
de vista do hidrologista, na região.
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
Canal do Panamá.
Canal do Panamá
O Canal do Panamá é uma via
artificial marítima situada no Panamá, na América Central. A obra inaugurada
em 1914, possui hoje 82 km de comprimento, e sua largura varia. No Estreito de
Culebra o canal tem 90 metros de largura, já no Lago de Gatún o caminho se
alarga para 350 metros. O canal, construído no extremo sul do país tem grande
importância para a circulação de mercadorias, já que encurta significativamente
a distância e faz a ligação do Oceano Pacífico ao Oceano Atlântico.
A tentativa francesa de construir o Canal
No século XIX, o
Panamá era uma província colombiana, e sua configuração territorial já chamava
a atenção de estudiosos e autoridades de países desenvolvidos. Em 1879, o francês
Ferdinand de Lesseps negociou com a Colômbia a
permissão para construir um canal marítimo em seu território e para tanto,
criou a Companhia Universal do Canal Interoceânico do Panamá. Entretanto, a
iniciativa não deu certo e a sua empresa faliu em 1889.
O fracasso da
construção francesa do Canal do Paraná se deu em virtude dos inúmeros operários
mortos, em razão do clima do local, que favoreceu a proliferação de doenças tropicais, como a febre amarela e malária.
Além disso os franceses não tiveram êxito no projeto de construir uma via em
único nível, resultando em significativos desabamentos nas encostas da
construção, devido ao impacto das ondas do mar.
Os Estados
Unidos e o Canal do Panamá
O interesse
estadunidense na construção da via fez com que o país comprasse as ações da
falida empresa francesa, por cerca de 40 milhões de dólares. O canal representava
um novo caminho, que encurtaria as distâncias entre
os oceanos que banhavam os EUA e diminuiria
significativamente a quilometragem para a costa leste da América do Sul. Antes da construção da via, o
trajeto entre o Pacífico e o Atlântico que cercavam as extremidades do país era
de 20 mil km e durava aproximadamente dez dias.
Para conseguir a concessão
da obra, os Estados Unidos apoiou o Panamá em seu processo de
independência. Concedeu então, tropas marítimas para os panamenhos a fim de
evitar qualquer tentativa de golpe por parte da Colômbia. Com a separação
conquistada – sustentada pelo grande poderio militar americano – o governo
panamenho autorizou a construção do canal em seu território, obra que envolveu
mais de 75 mil trabalhadores. A obra durou 10 anos, e apesar de estar em seu
território, o Canal do Panamá era gerido pelos EUA, pois era a
compensação panamenha pelo apoio estadunidense no processo separatista do país.
As vantagens do Canal do Panamá
Pelo Canal do Panamá
passam anualmente cerca de 14 mil navios, de aproximadamente 160
nações distintas. A receita pelo pedágio chega a cerca de 2 bilhões de
dólares anuais. Em 2016, a via foi expandida, possibilitando o aumento das
embarcações de grande porte e a expansão das relações comerciais entre os
países americanos e asiáticos.
Não foi sempre que o canal do Panamá foi deste país.
Anteriormente, o território pertencia à Colômbia. No século XIX, os franceses
começaram as obras de construção do canal, que, no entanto, não foram
concretizadas visto os problemas de engenharia bem como as doenças tropicais
que atingiram seus trabalhadores. Estima-se que 20 mil pessoas morreram nessa
primeira fase de construção.
Devido aos interesses econômicos, em 1914, os Estados Unidos
concluem a obra. Nessa fase, foram necessários dez anos para a construção do
canal e mais de 35 mil homens. Somente em 1999 que oficialmente o Panamá
consegue a propriedade do canal.
Canal do Panamá ampliado chega em meio a crise.
Revista Valor Econômico. Disponível em: https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/34699-canal-do-panama-ampliado-chega-em-meio-a-crise.
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